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Plano do governo de banda larga nacional

Lula diz que estatal vai ter estrutura "enxuta".

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva diz que a Telebrás, empresa estatal que deve ser a responsável por administrar o Programa Nacional de Banda Larga deve ter estrutura "enxuta". Lula falou sobre o plano para aumentar o uso de internet rápida em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo publicada nesta sexta-feira (19).

– Não quero uma nova Telebrás com 3.000 ou 4.000 funcionários. Quero uma empresa enxuta, que possa propor projetos para o governo. Nosso programa está quase fechado, mais uns 15 dias e posso dizer que tenho um programa de banda larga.

A Telebrás é a companhia estatal que tinha o controle de diversas subsidiárias do setor de telecomunicações nos Estados, como a Telesp (São Paulo), e em âmbito nacional, com a Embratel. Mas, com a privatização do setor, a empresa está praticamente sem atuação no mercado. Desde a privatização do Sistema Telebrás, em 1998, o governo federal não tem uma operadora.

Em visita à cidade de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, Lula voltou a afirmar que usaria a Telebrás no plano. Questionado por jornalistas sobre a expressiva valorização das ações da empresa na Bolsa nos últimos anos, Lula disse que "as ações de todas as empresas cresceram" durante seu governo.

– Que ela [Telebrás] vai crescer, vai, porque nós vamos recuperar a Telebrás. Nós vamos utilizar ela para fazer banda larga neste país.

No Plano Nacional de Banda Larga, a tendência é que a atuação do governo no setor fique mesmo na questão de infraestrutura, levando o cabeamento, por exemplo, para locais que não têm a rede ainda. O serviço para o público final seria oferecido por parceiros do governo, como empresas, ONGs ou outros órgãos públicos, como prefeituras. Lula ressalta que a ideia é fazer parcerias.

– Vou chamar todos e quero saber quem vai colocar a última milha [serviço de internet para o público final] ao preço mais baixo. Quem fizer, ganha; quem não fizer, tá fora. Para isso o Estado tem de ter capacidade de barganhar.

O objetivo do programa, segundo o presidente, é levar a banda "a preço acessível" a toda a população, inclusive aos lugares mais afastados do país. Pelo diagnóstico traçado por técnicos do governo, os serviços de internet rápida custariam de R$ 15 a R$ 35, dependendo da velocidade de conexão. Também chegou a ser proposta uma banda larga popular, a um preço de R$ 10.

O alcance da cobertura desta nova empresa deverá ser decidido na reunião de março, mas para cada cenário está previsto um montante de investimento, que pode variar de R$ 3 bilhões a R$ 14 bilhões. As negociações com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apontam para financiamento de até R$ 20 bilhões.

A meta de atendimento sugerida nos estudos é de se chegar a 2014 com mais 20 milhões de conexões em banda larga. Ainda não está certa, no entanto, qual a participação que as empresas do setor privado terão no plano.

www.r7.com



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