Campo Grande MS

Toda a agressão é classificada como bullying?

Toda a agressão é classificada como bullyingBullying, original da palavra inglesa bully que significa valentão ou brigão é ação caracterizada mediante agressões intencionais, verbais ou físicas feitas de maneira repetitiva podendo afetar emocional e fisicamente a pessoa ou grupo de pessoas atacado(s). É fato que ele sempre existiu, mas no fim da década de 1970 foi quando o professor da universidade da Noruega, Dan Olweus, passou a relacionar o bullying a um fenômeno.

Tem sido fator preocupante para pais, alunos, escolas e outras pessoas e organizações envolvidas com a educação escolar. Mas apesar de sua repercussão ser maior no meio escolar por ser o local onde provavelmente são apresentados os primeiros sintomas, este não é o único ambiente onde o bullying é praticado outro locais são a própria família, vizinhança e local de trabalho. É preciso compreender que todo bullying é uma agressão, mas nem toda a agressão é classificada como bullying.

Para entendermos melhor este fenômeno vamos dividi-los em três etapas: 1) o desejo de alcançar algo. Os autores do bullying podem ser levados a praticá-lo por “Ns” motivos, entre eles, o desejo de sentir-se mais popular ou poderoso e até mesmo de conseguir uma “boa imagem” de si mesmo. 2) a realização de seus desejos. Nada mais é que a agressão em si contra outra(s) pessoa(s) e por fim; 3) a conseqüência. Estudos mostram que pessoas que sofrem este tipo de agressão enfrentam medo e vergonha, baixo rendimento escolar e desejo de abandonar a escola.  Sofrer momentos de ansiedade e agressividade também são outras conseqüências. Isto sem falar que podem passar de alvo a agressores.

A ocorrência deste fenômeno não se dá unicamente entre duas partes (autor e receptor) explicam especialistas. Um terceiro personagem também faz parte, são os espectadores. Estes também praticam o bullying por serem coniventes mesmo atuando de forma “indireta” na agressão, pois são os que estimulam o autor em forma de torcida, rindo, com palavras de incentivos e repassando o ocorrido em forma de fofoca o que torna o espectador em um co-autor. Com o advento do uso das tecnologias (redes sociais, email, sites, blog e celulares) isto tem se tornando ainda mais comum.

É fato que brincadeiras e piadas sempre existiram em qualquer ambiente que seja na escola, na família, na vizinhança ou no trabalho. É preciso ficar atento e saber distinguir o “limiar entre uma piada aceitável e uma agressão”.  A dica para identificar se a brincadeira na verdade é uma agressão é se colocar no lugar da vitima e se perguntar “se fosse comigo, me sentiria bem?” Se a resposta for não o mais indicado é fazer a intervenção de imediato, dizem os especialistas que dão dicas que como esta intervenção pode ser realizada:

- Incentivar a solidariedade, a generosidade e o respeito às diferenças por meio de conversas, campanhas de incentivo à paz e à tolerância, trabalhos didáticos, como atividades de cooperação e interpretação de diferentes papéis em um conflito;
- Desenvolver em sala de aula, em casa ou no ambiente de trabalho um ambiente favorável à comunicação;
- Quando alguém reclamar de algo ou denunciar o bullying, procurar imediatamente a direção da escola, o responsável imediato na empresa e/ou a família;
- Conversar e escutar atentamente reclamações ou sugestões;
- Estimular a todos a informar os casos;

No caso de escola:

- Reconhecer e valorizar as atitudes da garotada no combate ao problema;
- Criar com os estudantes regras de disciplina para a classe em coerência com o regimento escolar;
- Estimular lideranças positivas entre os alunos, prevenindo futuros casos;
- Interferir diretamente nos grupos, o quanto antes, para quebrar a dinâmica do bullying.

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3 de janeiro de 2012
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